terça-feira, 16 de julho de 2019

SUPREMA

Olá Pessoal!

Não sou aquelas feministas extremas, que vão ás ruas lutarem por tudo que nos é de direito, mas tenho fortes convicções sobre a igualdade de gêneros em diversos assuntos, principalmente no que se diz respeito ao mundo corporativo e costumes da Sociedade.
Sem mais delongas vamos á sinopse do longa...



Título original: On The Basis of Sex
Direção: Mimi Leder
Elenco: Felicity Jones, Armie Hammer
Ano: 2019
Gêneros: Drama, Biografia
Nacionalidade: EUA
Estúdios: Diamond Films
Sinopse:
Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones) se formou em direito nas instituições mais prestigiosas do país: Harvard e Columbia, sempre como primeira aluna de sua turma. Mesmo assim, ela enfrentou o machismo dos anos 1950 e 1960 quando tentou encontrar emprego, sendo recusada pelos principais escritórios de advocacia. Na função de professora, ela se especializou em direito relacionado ao gênero, decidindo atacar o Estado norte-americano para derrubar centenas de leis que permitem a discriminação às mulheres.

Quando, comecei a ver a obra já fiquei encantada com a fotografia que possui uma temática mais escuras, cores de roupas mais sóbrias, afinal estamos num contexto de Harvard nos anos 50. Enquanto Ruth tem de mostrar todo seu talento dentro da sala de aula, ela também é esposa e mãe de uma bebê na mesma época. O Cenário do início do longa transita entre a faculdade e o apartamento típico dos EUA de classe média, onde tudo parece um studio de 50m quadrados e a pessoas se viram para ter uma melhor vida.


No meio da sua faculdade, seu marido consegue um emprego em Nova Iorque e ela tem de se mudar de Harvard para Columbia, o cenário que antes era mais bucólico (simples, com costumes rotineiros) passa para o agito da cidade grande e também traz as consequências de um mercado de trabalho competitivo e mais preconceituoso. Sabemos, que os EUA até hoje tem uma segregação racial muito grande, mas a obra mostra que negros e mulheres ocupavam o lugar dos desfavorecidos. Empregos eram negados aos gêneros e quando eram contratados eram para funções genéricas como secretária (o), auxiliar de escritório, etc. Mas, Ruth não podia deixar tudo o que ela tinha lutado até agora de lado, então enquanto seu marido conseguia advogar, ela foi lecionar em uma faculdade e dentro de casa, com um companheirismo e parceria, que é um ponto bem interessante do filme, seu marido a apoia em todas decisões e também se indigna com a postura do mercado, eles começam a analisar casos juntos.

Por ser uma história real, o filme consegue nos prender a atenção do início ao fim, pois queremos saber a resolução do caso que levou Ruth a suprema corte americana e mudar algumas cláusulas da constituição que se referiam a leis que beneficiavam gêneros baseados por sexo.
*Algumas curiosidades: Ruth Bader Ginsburg se tornou um símbolo da luta pelos direitos iguais para as mulheres e atualmente, aos 85 anos, ainda é referência para as gerações atuais. Ginsburg discutiu seus pontos de vista sobre o direito ao aborto e a igualdade sexual em uma entrevista ao The New York Times em 2009, na qual afirmou em relação ao aborto que "a coisa básica é que o governo não tem nada que intervir fazendo essa escolha para uma mulher. Ginsburg foi nomeada uma das 100 mulheres mais poderosas pela Forbes (2009), uma das mulheres da revista Glamour do ano de 2012, e uma das 100 pessoas mais influentes da Time (2015).

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

“Três Anúncios Para um Crime” – Várias Críticas Em Um Só Filme


                                                               
Resultado de imagem para três anúncios para um crime

Quando começaram a subir os letreiros de “Três Anúncios Para Um Crime” a sensação foi de: “já falaram de todos os temas que teve em 2017?”. Engraçado é que o filme demorou oito anos para ser rodado, ou seja, uma obra atemporal? Esperamos que não.
O filme conta a história de uma mãe, brilhantemente interpretada por Frances McDormand (“Fargo” e “Queime Depois de Ler”), que vê uma solução para que a polícia da pequena cidade de Ebbing ache o estuprador e assassino de sua filha: questionar a autoridade local em três outdoors na estrada que dá acesso à cidade.
           O enredo se desenrola mostrando a força da mulher contra o descaso da autoridade masculina da cidade contra um crime de feminicidio. O xerife da cidade, personagem de Woody Harrelson (“Jogos Vorazes” e “Castelo de Vidro”), que sofre de grave problema e se vê pressionado, após ser ridicularizado, a resolver o caso. Porém seus comandados, principalmente o policial do caso, personagem asqueroso e muito bem interpretado por Sam Rockwell (“Confissões de Uma Mente Perigosa” e “Lunar”), que tem convicções preconceituosas racistas, homofóbicas e xenófobas, porém que é controlado pela sua mãe, não passa credibilidade nenhuma para a uma instituição falida como é a lei do pequeno condado de Missouri.
                Um filme com grandes atuações um enredo com alguns clímaces, que mostram raiva, vingança, desespero, lei de talião (aquela do olho por olho...) e redenção, sem pontas perdidas e muitas amarras que fazem com que o telespectador repense os valores da vida de cada personagem como se fosse cada membro de nossa sociedade, seus medos, iras e arrependimentos.

                Confesso que não tenho o mesmo apreço pelos trabalhos anteriores do diretor e roteirista, Martin McDonagh , do cansativo “Na Mira do Chefe (In Bruges)” e do superestimado “Sete Psicopatas e um Shitsu”, mas em “Três anúncios para um crime” ele acerta a mão e entrega, senão uma obra prima, o seu “Crash – No Limite”(pra mim o melhor filme do gênero) só que mais enxuto e focado. Vale o ingresso e os 4 Globos de Ouro de 2018. Incluindo melhor filme de drama. 

Ficha Técnica:
Filme: Três Anúncios Para Um Crime ( Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)
Direção: Martin McDonagh
Elenco: Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell.
Roteiro:Martin McDonagh
Duração:115 min.
Ano de Produção: 2017
País: EUA

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

NARCOS - 3 TEMPORADA


Mais uma temporada de Narcos que se acaba e eu me sinto órfã da série novamente. Eu que achei que não teria mais emoção depois da morte de Pablo Escobar, estava enganada, afinal muita ação e reviravoltas deram à essa temporada a categoria de “Vale a pena ser assistida”.
        Essa temporada está baseada na investigação do Cartel de Cali, chefiado por quatro grandes poderosos mafiosos e acima de tudo “reis da cidade”. São eles, os irmãos Gilberto e Miguel Rodriguez, e seus sócios Pacho Herrera e Pepe Santacruz. Diferente de Escobar, eles agem em silêncio, não expõe suas vidas e tão pouco saem na mídia. Cabe ao agente Javier Peña um empenho maior para prender um a um.
          Com a mesma pegada, a nova atração do Netflix tem muitas mortes sangrentas, muitas drogas e também mostra como a inteligência em exportar principalmente a cocaína da Colômbia para outros países, fez com que um monopólio de tráfego se tornasse o maior do mundo na época.
       Certeiros, frios e calculistas, os integrantes do cartel de Cali não mediam consequências para serem os únicos a dominarem o tráfego do país e também estar com presença quase que sem concorrência nos EUA. Porém, Peña já não conta mais com o agente Smurph e tem muitas outras pessoas poderosas sendo subornadas pelo cartel, inclusive a polícia de Cali.

      O destaque dessa vez, vai para Jorge Salcedo, o chefe de segurança que Gilberto e Miguel Rodriguez consideram como seus olhos e ouvidos pela cidade. Ele mantém a polícia quieta, pessoas aliadas sempre ao seu dispor. Ele sabe de tudo que acontece, inclusive ligações, presos que podem ajudar e inimigos que se aproximam. Com a chegada do DEA no caso, essa situação tem uma reviravolta que todos não esperam. 

Narcos – 3ª temporada, 2017 – Estados Unidos e Colômbia
Direção: Andi Baiz, Gabriel Ripstein, Josef Wladyka e Fernando Coimbra
Roteiro: David Matthews, Andy Black, Jason George, Carlo Bernard & Doug Miro & Eric Newman, Ashley Lyle & Bart Nickerson e Santa Sierra & Clayton Trussell
Elenco: Pedro Pascal, Damián Alcázar, Francisco Denis, Pêpê Rapazote, Alberto Ammann, Michael Stahl-David, Matias Varela, Matt Whelan, Miguel Ángel Silvestre, Kerry Bishé, Arturo Castro, Javier Cámara, Taliana Vargas & Edward James Olmos
Fotografia: Luis Sansans e Adrian Teijido
Trilha Sonora: Pedro Bromfman
Montagem/Edição: Matthew V. Colonna & Jon Otazua, Trevor Baker & Ryan Jones, Chris McCaleb e Alexis Seymour
Direção de Arte: Salvador Parra
Canal: Netflix


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

FEITO NA AMÉRICA



Para você que gosta de “Narcos” e achava Pablo Escobar um gênio do tráfego, conheça Barry Seals, o gringo que resolvia tudo em relação as entregas de drogas da Colômbia para os EUA. A obra mostra a lábia de um homem de negócios que soube aproveitar os confrontos na época da Guerra Fria na região do Caribe, junto com a explosão do Narcotráfico, tornando-se milionário. Seals, já havia sido mencionado em outras produções, como “Conexão Escobar” e como já citado acima, em “Narcos”. Podemos dizer, que o dinheiro que o cartel de Medelín ganhava na década de 80, vindo dos EUA, era por conta desse cara que fez história entregando toda a cocaína que chegava em Miami durante anos.
“Feito na América”, relata a história de um dos melhores pilotos dos EUA, que larga o emprego na TWA, maior empresa de aeronaves comerciais da época, para trabalhar para CIA. Na era dos contras (Guerra Fria), os EUA ajudavam financeiramente os rebeldes na Nicarágua, sob o governo de Ronald Reagan. Barry, notável por sua habilidade em pilotar rápido e com precisão no desvio de rotas em grandes aviões, era o responsável por fotografar e levar informações sobre os comunistas da América do sul para o serviço secreto americano. E é assim que entre uma viagenzinha e outra, que ele conhece o Cartel de Medelín.
A partir daí a cocaína da Colômbia começa a entrar nos EUA em uma quantidade absurda, e Seals precisa controlar toda uma frota da entrega da mercadoria ilegal, além de continuar levando armas da CIA para a Nicarágua, sem ser percebido.
Quem gosta de aviões, não pode perder essa obra prima de aventura, muito bem produzida e com um enredo, não sei se fiel aos fatos reais, mas intrigante sobre como muitas coisas eram feitas “por debaixo do pano” e sem restrições, quando o interesse de todas as partes em fazer dinheiro, é maior do que a ética.

Tom Cruise tem uma bela atuação no papel principal, dando vida ao personagem de forma engraçada e convincente.  Esse carisma para sustentar a narrativa deixa o espectador seduzido não só pelo personagem, mas também pela fotografia aérea do longa, que é simplesmente fenomenal. 

Titulo original: American Made
Gêneros: Biografia, Suspense, Policial
Nacionalidade: EUA
Duração: 115 min
Estréia: 14 de setembro de 2017
Direção: Doug Liman
Roteiro: Doug Liman
Produção: Brian Grazer, Brian Oliver, Doug Davison, Kim Roth, Ron Howard, Tyler Thompson
Fotografia: César Charlone
Trilha Sonora:Christophe Beck
Estúdio: Cross Creek Pictures, Imagine Entertainment, Quadrant Pictures, Vendian Entertainment
Montador: Andrew Mondshein, Dylan Tichenor, Saar Klein
Distribuidora: Universal Pictures

terça-feira, 19 de setembro de 2017

IT - A COISA


Complicado escrever sobre um filme dos escritores que você mais admira. Em meio à sua loucura e também livros um pouco mais complicados de se digerir, Stephan King já construiu um legado entre os fãs de terror e suspense. Desde criança, sou apaixonada pelo gênero e muitas vezes não sinto mais nada ao ver uma obra hoje em dia, por não sairmos mais da mesmice.
Pois bem, ontem fui ver a regravação de “It – a coisa.”. Minha primeira observação positiva, foi a de fazerem o longa exatamente 27 anos depois do lançamento do original. Na obra, o palhaço intitulado como “a coisa” ataca a cada 27 anos na cidade de Derry, cidade fictícia no estado de Maine (US), durante um ano sendo seu alvo principalmente crianças. King usa Maine em outros vários romances e contos, isso dá a impressão de sermos levados a cidades pequenas que possuem lendas jamais reveladas.
Bom, vamos ao enredo! Após o desaparecimento de algumas crianças, um grupo de meninos que vivem sendo perseguidos por adolescentes mais velhos da escola, começam a ver seus medos criando uma força muito maior dentro de si mesmas e aparições que lhe causam pânico. Com famílias totalmente desestruturadas, o longa impressiona com cenas fortes e impactantes sobre a palavra “lar”. Nenhum desses jovens têm o apoio de seus pais, uns nem revelados, outros uns “monstros psicopatas”. Cabe a eles se unirem, para não desaparecerem também.
Uma das crianças do grupo, Billy, teve seu irmão desaparecido e convence a turma que eles devem achá-lo, não importa onde for. Com isso, eles descobrem que a tubulação do esgoto da cidade, possuí pontos onde essas crianças sumiram e o caminho leva apenas à um poço abandonado em uma rua de uma casa “mal-assombrada”. Juntos, eles decidem atacar esse mal, que até agora é desconhecido, mas todos já tiveram a aparição de um Palhaço com uma estética maligna.


O filme, diferente do primeiro, onde o palhaço é o centro das atenções e chega a ser bizarro muitas vezes, traz para a trama um drama psicológico. Ele nos mostra que os nossos medos se multiplicam quando são alimentados e que o mal também se fortalece com eles. Considero essa versão, até mesmo uma lição para não aumentarmos nossas crenças negativas sobre o que nos apavora. Quanto mais acreditamos que o que nos apavora é real, mais vamos enfraquecendo nossa mente e é isso que “a coisa” faz com essas crianças, pega o seu maior medo e cria ilusões até se revelar. Isso, vai os deixando confusos, mas também curiosos de como se safar e não desaparecer como todos os outros.

O cenário que já nos remete aos anos 80, é similar as propostas dos filmes “thriller” Sessão da Tarde que fizeram diferença nos anos 80 e 90. É uma sensação inigualável, voltar a ver algo como “Os Goonies” e “Garotos Perdidos” que já haviam sido contempladas na série “Stranger Things”, dos irmãos Duffer. As referências são muito similares e dignas de serem assistidas. Não é à toa que “It –a coisa”, já arrecadou apenas em sua estreia US$ 76 milhões.

Título original: It
Gêneros: Terror, Drama, Suspense
Nacionalidade: EUA
Data de lançamento: 7 de setembro de 2017
Duração: 135 min
Direção: Andy Muschietti
Roteiro: Chase Palmer, Gary Dauberman, Stephen King
Produção: Barbara Muschietti, Dan Lin, David Katzenberg, Roy Lee, Seth Grahame-Smith
Fotografia: Chung-hoon Chung
Estúdio: KatzSmith Productions, Lin Pictures, Vertigo
Entertainment

quinta-feira, 8 de junho de 2017

MULHER MARAVILHA

    
    
      Para ser honesta, pouco conhecimento tenho sobre a história de Diana, a princesa que se tornou a Mulher Maravilha. Porém, se essa for a versão final, estou convencida que é assim que deve ser! Algumas mudanças foram feitas, mas acredito que deixou tudo mais envolvente e único. Afinal, quando você vai ao cinema e não consegue nem piscar os olhos, significa que o filme é realmente muito bom. A DC Comics, já havia me surpreendido com a trilogia do Cavaleiro das Trevas e agora mostrou mais uma aventura digna de telonas.
    Diana Prince, desde pequena é criada para ser a princesa de uma ilha paradisíaca cheia de amazonas, guerreiras que a protegem do mundo exterior. Quando o avião de um soldado da Guerra cai no mar, ela vai salvá-lo. O soldado britânico Trevor fica pasmo ao ver uma ilha só de mulheres e como elas lutam, porém está determinado a voltar ao mundo dos homens para acabar com uma Guerra que está destruindo toda a população mundial. Diana, com uma personalidade forte e determinada a ajudar os outros contra qualquer injustiça, segue viagem com Trevor para Londres, onde encontrará uma forma de ajudá-lo a acabar com a Guerra que na sua mente é causada pelo Deus Ares. Mal ela sabe que possui poderes para salvar toda a humanidade.


      Com efeitos sensacionais, lutas de tirar o fôlego e muito bem construídas, o longa transmite não só uma história em quadrinhos, mas a vontade de torcer a favor de uma heroína. A escolha da atriz que deixou muitas pessoas em dúvida, foi perfeita. Cheia de fibra e linda, Gal Gadot deu conta do papel e deixou o gostinho para vermos “A Liga da Justiça”, ainda em gravação. Trevor é interpretado por Chris Pine, que até então estava em evidência por Star Trek, mas seu currículo com muitas comédias românticas foi mudado depois de “Mulher Maravilha”. O figurino é outro ponto de em destaque, a “fantasia” de Diana é incrível com toque vintage, mas muito atual.


     Com certeza, uma diversão tanto em aventura, quanto em partes cômicas que fazem parte dessa jornada que é o filme. 

Data de lançamento 1 de junho de 2017 (2h 21min)
Direção: Patty Jenkins
Gêneros Ação, Aventura, Fantasia
Nacionalidade EUA

domingo, 28 de maio de 2017

PIRATAS DO CARIBE : A VINGANÇA DE SALAZAR

     

      Jack Sparrow, o caricata pirata interpretado por Jonnhy Deep está de volta! Lindo (tá essa parte é da blogueira aqui que é apaixonada por ele), cômico e mais vivo que nunca! O novo longa da nova trilogia de “Piratas do Caribe” veio com tudo. A trama está cheia de humor, cenários incríveis e duelos de tirar o fôlego. O figurino sempre impecável e as cores dão vida à cada personagem de uma forma única, assim como a trilha sonora ao som de violinos que pode ser apreciada sem moderação!


A história principal baseia-se na volta do capitão Salazar, que quer vingança contra Jack. Salazar (interpretado por Javier Barden) tem contas a acertar com o Sparrow, desde que ele ficou preso em uma caverna, onde morreu e não pode pisar em terra firme. Nessa parte do filme, Jack Sparrow é mostrado ainda jovem, com um efeito de computação gráfica, vale a pena prestar atenção em cada detalhe.  
Por outro lado, o filho de Will Turner (Orlando Bloom) também está desesperado para achar o pirata que deixou o seu pai preso à uma maldição desde que ele era pequeno.
Um enredo, bem trabalhado e diálogos engraçados e ao mesmo tempo curiosos são o ápice do filme. Para quem achava que a primeira trilogia era boa demais e esses novos longas seriam desnecessários, se enganaram. “Piratas do Caribe – A vingança de Salazar” veio para mostrar que essa história ainda tem muito para ser apreciada.
Algumas curiosidades do longa, é a participação, mesmo que rápida do Sir Paul MacCartney e a atuação da belíssima Kaya Scodelario no papel de Carina Smith, parceira do filho de Will, conhecida por ser a principal protagonista de “Maze Runner”.

Gênero: Aventura
Direção: Espen Sandberg, Joachim Rønning
Roteiro: Jay Wolpert, Jeff Nathanson, Stuart Beattie, Ted Elliott, Terry Rossio
Elenco: Adam Brown, Ben O'Toole, Brenton Thwaites, David Wenham, Finn Ireland, Geoffrey Rush, Golshifteh Farahani, Goran D. Kleut, Javier Bardem, Jessica Green, Johnny Depp, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Mahesh Jadu, Martin Klebba, Nico Cortez, Orlando Bloom, Paul McCartney, Robert Morgan, Stephen Graham, Travis Jeffery, Zoe Ventoura
Produção: Jerry Bruckheimer
Fotografia: Paul Cameron
Montador: Leigh Folsom Boyd, Roger Barton
Trilha Sonora: Geoff Zanelli
Duração: 129 min.
Ano: 2017
País: Estados Unidos
Estreia: 25/05/2017 (Brasil)
Distribuidora: Walt Disney Pictures
Estúdio: Jerry Bruckheimer Films / Walt Disney Pictures

Classificação: 12 anos

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"La La Land - Cantando as Estações"

Apesar de já ter uma semana de pré estreias no Brasil, o grande ganhador de todos os tempos do Globo de Ouro, "La La Land - Cantando Estações" entra em circuito nacional completo nessa quinta feira dia 19//01/2017.
O que esperar do filme? Uma obra-prima do competente diretor Damien Chazelle ("Whiplash).
Apesar de pegar mais uma vez o ritmo Jazz como plano de fundo, o filme funciona em tudo. É um musical moderno, com muitas falas entre uma música e outra, que deixa a película nada cansativa, que prende a atenção e faz refletir sobre os caminhos que a vida de dois jovens vão se traçando ou longo das fases da vida (retratadas em estações).
Resultado de imagemEmma Stone ("Birdman", "Histórias Cruzadas") e Ryan Gosling ("Diário de Uma Paixão", "Half Nelson", "Drive"), mostram o amadurecimento de suas carreiras e fazem de tudo no filme. Inclusive Gosling mostra um "quê" de Fred Astaire em suas danças. Quem? Simplesmente o maior dançarino de musicais de todos os tempos do cinema. Emma poderia se encaixar como uma cópia da saudosa Debby Reynolds que há pouco tempo nos deixou.

Aliás outro ponto positivo do filme são as referências à clássicos do cinema como: "Casablanca", "Juventude Transviada", passando por momentos musicais dos anos 70 e 80, em uma explicita homenagem ao cinema. E nada melhor que fazer isso onde? Nas telas de um filme.
A história se passa entre os dois personagens principais Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), ambos buscando e se frustrando com o rumo de suas carreiras. Ela sonhando e não conseguindo ser atriz de TV e ele tentando resgatar a alma do Jazz, porém resistente às mudanças que podem atrair um público mais jovem. (Alguma semelhança com o público de filmes musicais?).
Entre os desencontros profissionais acontece o encontro amoroso entre os dois. Piegas? Não se tal romance não servisse para englobar todas as homenagens e reflexões citadas acima.
Fotografia, figurino, montagem e roteiro também beirando à perfeição fazem de "La La Land" o filme mais original do ano, para muitos não o melhor, mas gosto é gosto.
Coadjuvantes? Até tem, e muito competentes, mas o filme é inteiro da dupla central que terão seus merecidos OSCARS se a academia não errar a mão.

Data de lançamento 19 de janeiro de 2017 (2h 08min)
Direção: 
Nacionalidade Eua

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

AQUARIUS

É chegada a hora de saber a nossa opinião sobre o filme nacional mais polêmico do ano: "Aquarius - O Filme".

Tirando a saudosa trilha sonora, a impecável direção de arte e alguns momentos de Sônia Braga, o filme é ruim.

O diretor Kleber Mendonça Filho ("O Som ao Redor") se perde durante todo o filme, a narrativa é cansativa, o excesso de informações banais é constrangedor e as críticas de o filme não ter sido indicado ao OSCAR são infundadas.

A trama começa em Recife - PE no ano de 1980, contando um pouco da história da personagem central Clara (Sônia Braga). Os problemas de enredo já começam ali.

Para contar que a personagem principal sofre de câncer de mama, não se vai ao fundo da história desse drama e, ao tentar retratar o lado familiar dessa personagem é mostrado uma festa de aniversário de uma tia que fora muito a frente de seu tempo, se faz de forma explícita, a mostragem de cenas de sexo que não deveriam constranger se tivessem mantido a classificação etária do filme em 18 anos! E manter essa classificação, como muitos envolvidos no filme reclamaram, não era "golpe", era o correto.

Passando-se a primeira fase (o filme é dividido em capítulos), a trama central é sobre o edifício "Aquarius" onde Clara vivera desde os anos 80, mas que hoje ela é a única moradora do condomínio e os conflitos com a modernização da atualidade.

Clara ainda tem propostas para vender seu apartamento para uma construtora que já tem metade do edifício e quer construir um novo e moderno no local.

A trama central é essa e seria bem explorada e definida em 1h e poucos minutos de rodagem, podendo ser abordados o direito de ir e vir da personagem, assim como seu egoísmo ou não diante da situação.

Da primeira visita da construtora até o mal resolvido desfecho, tem-se uma enxurrada de assuntos aleatórios, onde se quer abordar um monte de problemas sociais, mas que nenhum é aprofundado, a não ser o gosto de Clara por discos vinis e por consumo excessivo de maconha, sem contar mais 2 cenas de sexo explícito totalmente desnecessárias.


"Aquarius" teve uma bela jogada comercial ao levantar as bandeiras "fora Temer" ou "não ao golpe" nos tapetes vermelhos de Cannes. Ganhou alguns outros festivais pelo mundo, mas a pergunta é: quantos desses filmes considerados "noir" são de agrado público?

O problema de "Aquarius" não é só um problema exclusivo dele, mas o cinema nacional tem uma séria sina e um dom absurdo de boas ideias mal executadas. Tanto que quando alguma dá certo ou entrega o que promete é surpresa, mas mesmo assim pouco comercial.

Data de lançamento 1 de setembro de 2016 (2h 25min)
Gêneros Drama, Suspense
Nacionalidades Brasil, França

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar de "DESCULPE O TRANSTORNO"

O primeiro e derradeiro filme de Gregório Duvivier e Clarice Falcão como casal, é surpreendentemente bom.

Não vá ao cinema pensando que, por causa do elenco recheado de comediantes, o filme é uma comédia escrachada, com muitos momentos de humor etc..A proposta do filme não é essa. Apesar de algumas cenas, como a comparação com "Mulheres de Areia" funcionar bem.

O filme se utiliza de um transtorno psicológico do personagem principal, Eduardo ou Duca (Gregório Duvivier) para fazer várias críticas às acomodações e comodismos do cotidiano de cada um.


Eduardo é um carioca que mora em São Paulo e futuro herdeiro de uma empresa de patentes de seu pai (personagem de Marcos Caruso), com quem viveu depois da separação de sua mãe. Noivo de Viviane (Dani Calabresa), o personagem principal tem uma vida de rotinas. Acorda no mesmo horário, faz as mesmas coisas, nas mesmas horas e aceita seu dia a dia.

Diante da morte de sua mãe Eduardo tem de fazer uma visita ao Rio de Janeiro, onde reaparece uma personalidade que estava "adormecida", e passa a ser "Duca". Conhece Barbara (Clarice Falcão) e sua vida começa a mudar.

Tendo de conviver com duas personalidades em uma só vida, dois amigos inseparáveis e tendo de fazer escolhas, mesmo que inconscientes, a vida sai da zona de conforto.
Uma reflexão, mesmo que não muito profunda dos anseios humanos pelas inovações e diálogos que a vida familiar tem de ter, "Desculpe o Transtorno" deveria ter uma sorte maior quanto a presença de público. Pena que as posições políticas de Gregório vêm apagando a sua carreira como ator.  

Data de lançamento 15 de setembro de 2016 (1h 34min)
Direção: 
Gêneros Comédia , Romance
Nacionalidade Brasil 



Por Rafael H. de O. Lima

O BEBÊ DE BRIDGET JONES



Quanto tempo não nos vemos por aqui né?!
Bom, teve muita correria, mas também teve filme bom!

Hoje, estou aqui para falar do filme de comédia que mais me encantou nesses últimos tempos: “O bebê de Bridget Jones”.  Quando vemos o cartaz do longa, ou lembramos dos anteriores já criamos àquele rótulo de filme para “menininha”, mas na verdade eu encaro como um filme família, uma diversão para todos. Em meados de 2001 quando primeiro filme foi lançado, na minha visão ele conseguiu mostrar que nada era só príncipes e princesas, mas sim que todos nós temos dúvidas e incertezas quando tratamos de relacionamentos amorosos.
O terceiro filme da série “O Bebê de Bridget Jones”, não foi baseado no livro e sim criado astuciosamente para um entretenimento de primeira garantido. No filme anterior para quem não se lembra; Bridget havia se casado com o “gatão da meia idade” bem-sucedido Mark (Colin Firth), mas entre idas e vindas eles acabam se separando.  Nessa etapa da vida, Bridget, a solteirona cheia de dúvidas já chegou aos 40 anos e está mais segura de si. Bom, nem tão segura de si assim, porém resolve que tem de curtir a vida e não se preocupar tanto em agradar os outros.
Em um encontro casual ela conhece Jack (Patrick Dempsey), um cara que é conhecido na TV como o guru do amor, ao mesmo tempo que ela tenta manter uma relação saudável e com um “remember” com seu ex Mark. Até que um certo dia, ela descobre que está grávida e não tem a certeza de qual dos dois é o pai da criança.
Com certeza a trilogia foi fechada com chave de ouro e muitas risadas. A personagem manteve seu jeito atrapalhado e engraçado que conquista a todos que assistem. O elenco inteiro é sensacional. Dempsey soube mostrou um lado excêntrico e galanteador que arranca suspiros e risadas, assim como Firth que continua com o seu jeito sério, mas que perde toda a compostura ao lado de Renné.   Podemos dizer que esse relacionamento à três teve uma química brilhante.
Só para dar um gostinho de quero mais e curiosidade, o destaque positivo para o destino muito engraçado que deram para Daniel Cleaver (Hugh Grant). Se o filme não fosse o que eu esperava, valeria só pelas cenas que envolveram Cleaver.

Título: Bridget Jones's Baby (Original)
Ano produção: 2016
Dirigido por: Sharon Maguire
Estreia: 22 de Setembro de 2016 ( Brasil )
Gênero: Comédia, Romance
País de Origem: EUA

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

ESQUADRÃO SUICIDA



A nova aposta da DC Comics, Esquadrão Suicida, é mais um filme de ligação entre "Batman versus Superman", apresentando seus futuros vilões, que um filme sobre os vilões e heróis em si. 

O enredo, divulgado exaustivamente desde as primeiras gravações, trata de uma tentativa da agente Amanda Waller (Viola Davis) de tentar conter uma ameaça mundial com os piores vilões do mundo dos quadrinhos DC.

A partir daí o espectador é apresentado aos personagens: Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Coringa (Jared Leto), Boomerang (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Diablo (Jay Fernandes) todos liderados pelo Agente Flag (Joel Kinnaman de "Robocop") que é um subordinado de Waller na corporação. O diretor Davi Ayer, do bom "Corações de Ferro", parece saber lidar com um elenco estrelar, mas talvez peque um pouco no roteiro, ou a DC tem se perdido, com monstros e bruxas que fogem um pouco do mundo sombrio e mais realista de Batman e Superman. O que compromete um pouco no excesso de efeitos especiais.

Se você vai ao cinema para ver o novo Coringa, não crie expectativas, o personagem de Jared Leto nem dá para definir, umA porque não achou o tom entre sarcasmo ou insanidade, dois porque a edição do filme lhe deixou com poucas cenas e algumas que não tem ligação com a história principal e três porque Heath Leadger deixará sempre os próximos Coringas abaixo do seu personagem construído de maneira magistral em "O Cavaleiro das Trevas"

Vá ao cinema pela diversão. Margot Robbie tem uma atuação perfeita como Arlequina, deixa até um gostinho de quero mais para os próximos filmes da franquia. Will Smith, que já havia trabalhado com Margot no pomposo "Golpe Duplo", tem uma atuação forte e segura. O problema do ex Maluco no Pedaço é, por muitas vezes, não saber ser o centro das atenções, o que faz com que tenham cenas escritas especialmente para ele. Quentin Tarantino, por exemplo, não mudou uma vírgula de "Django" para atender Will.

Viola Davis é um caso a parte. A vencedora de diversos prêmios no ano pela série "How to get away with murder" mostra que é uma das maiores atrizes da atualidade. O esquadrão montado para derrotar uma bruxa, vivida pela competente Cara Delevingne ("Cidades de Papel"), é um bom time em roteiro que diverte, mas que poderia ser melhor explorado.


Definir se o tom seria mais sombrio ou mais sarcástico teria sido mais interessante, mas tem mais culpa da edição que do diretor. Pontos positivos para as aparições do Batman de Ben Affleck e a muito rápida, sem trocadilhos, aparição de The Flash de Ezra Miller ("As Vantagens de Ser Invisível" e "Precisamos falar sobre Kevin"). Destaques para a trilha sonora condizente com esquadrão e que vai de Black Sabbath a Eminen, passando por Queen e para a bela direção de arte. Vá ao cinema e se divirta sem o tom crítico Deixe isso para os chatos de plantão.

Gênero: Aventura
Direção: David Ayer
Roteiro: David Ayer
Elenco: Adam Beach, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Alex Meraz, Alyssa Veniece, Amanda Brugel, Ariane Bellamar,Ben Affleck, Brianna Goldie, Cara Delevingne, Common, Corina Calderon, Darryl Quon, David Harbour, Ike Barinholtz, Jai Courtney, Jared Leto, Jay Hernandez, Jim Parrack, Joel Kinnaman, Karen Fukuhara, Kevin Hanchard, Margot Robbie, Michael Murray, Sabine Mondestin, Scott Eastwood, Viola Davis, Will Smith
Produção: Charles Roven, Richard Suckle
Fotografia: Roman Vasyanov

SUPREMA

Olá Pessoal! Não sou aquelas feministas extremas, que vão ás ruas lutarem por tudo que nos é de direito, mas tenho fortes convicções sobre...