sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

OS HOMENS SÃO DE MARTE E É PRA LÁ QUE EU VOU - 2 TEMPORADA

     

      Bom, sei que este Blog é voltado para filmes em geral, mas sempre que tenho a oportunidade de escrever sobre alguma série, também acho muito legal compartilhar com vocês.
      Nesse fim de ano, nos dias chuvosos da praia, resolvi assistir a segunda temporada de “Os homens são de Marte e é para lá que eu vou”. Para quem viu o filme, ou acompanhou a primeira temporada, sabe que a personagem principal, Fernanda, interpretada pela linda Monica Martelli tenta sempre entender os homens e com uma imaginação fértil, ela vai criando várias ideias de um homem ideal.
     Depois de muitos encontros frustrados, agora ela está casada e com uma filha superesperta e divertida, a Nina. Seu marido, Miguel, é um homem formado em Filosofia que dá aulas e pretende fazer um doutorado, ou seja, tem um perfil completamente diferente de Fernanda. Logo, vemos muitas brigas e reconciliações, mas o mais legal da série é mostrar como a Mulher de hoje, independe e cheia de sonhos, pode conciliar o casamento, amigos e o trabalho sem perder o bom humor e a vontade de querer realizar tudo.
     O divertimento é garantido, os personagens continuam engraçados, com piadas inteligentes e uma forma simples, com diálogos claros e coloquiais, de transmitir que a vida pode ser mais leve, basta a gente querer. Apesar, de parecer um programa fútil, na verdade, ele vem para trazer reflexões sobre dúvidas que a maioria das mulheres e até homens tem e não sabem como lidar.

O site da série é bem legal e vale a pena ser visitado - http://gnt.globo.com/series/os-homens-sao-de-marte-e-e-pra-la-que-eu-vou/sobre.html


Eu vi a série no NOW que disponibiliza gratuitamente, mas você pode também ver na í´ntegra pelo site!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

LILA & EVE

     Eu não sou mãe, mas só pelo fato de sonhar em ser, eu sei que o filho é o bem mais precioso que uma mãe pode ter. Agora, imagine seu filho assassinado e a polícia nem aí para o caso. Comum ouvir histórias como essa no mundo inteiro, principalmente em periferias.
    O Filme “Lila and Eve”, trata exatamente disso. Lila, uma mulher com dois filhos, mora em um bairro de negros nos EUA e um dia seu filho Stephon é assassinado sem nenhum motivo, só estava no lugar errado e na hora errada. Como há muitas gangues na região, a polícia até investiga o caso, mas não se empenha nenhum pouco em fazer justiça, já que muitas mortes acontecem todos os dias nas ruas. 
    Lila, então começa a frequentar um grupo para mães que perderam seus filhos e precisam de ajuda psicológica para se recuperarem. Durante as sessões, ela conhece, Eve, uma mulher que também perdeu sua filha em um homicídio e a convence de fazer justiça com as próprias mãos.

    Como sempre uma atuação impecável de Viola Davis, que sabe muito bem como dramatizar uma personagem sem deixar de passar uma imagem forte da Mulher. O longa não tem muitos recursos, mas é uma boa pedida para se entender como a justiça age em certos casos e como as famílias são tratadas quando se mora na periferia nos EUA, ou em qualquer lugar do mundo. 

Data de lançamento: 30 de janeiro de 2015 (mundial)
Direção: Charles Stone III
Duração: 1h 34m
Elenco: Jennifer Lopez, Viola Davis, Aml Ameen



A QUE HORAS ELA VOLTA




   Hoje, estava vendo o comercial da Globo, sobre a estreia do filme “A que horas ela Volta” no canal aberto. Confesso, que demorei um pouco para assistir, mas não por falta de vontade, mas porque infelizmente, apesar do filme ter ganho diversos prêmios internacionais, poucas salas de cinema (pelo menos em São Paulo) estavam com o longa em cartaz.
   Nesse fim de ano, aproveitei para colocar alguns filmes da minha lista de desejo em dia e já esperava um filme muito bom, depois de ler diversas críticas e ainda acho que o longa nacional poderia ir ao Oscar de 2016.
     Regina Casé vive uma mulher de fibra que vem do Nordeste para São Paulo, como todos retirantes nordestinos, para tentar uma vida melhor, ou simplesmente para enviar dinheiro para sua família que vive em condições precárias. Na pele de Val, ela trabalha como doméstica em uma casa de uma família de classe média alta no bairro do Morumbi, e por mais de dez anos ela manda dinheiro para sua terra natal e sustenta sua filha, sem participar da sua criação. Após esse longo período, sua filha Jéssica, decide visitar sua mãe e prestar vestibular para Arquitetura.
    Val vive nos quartinhos dos fundos da casa, mas é tratada pelo adolescente, Fabinho, como uma mãe, pois depois de tanto tempo, ele mostra ter passado mais tempo com ela, do que com sua mãe biológica. Quando sua filha chega na casa, tudo começa a mudar e ela começa a notar que apesar de tudo, todos a tratam apenas com uma empregada.
     Essa situação é muito comum na capital paulistana e até no Rio de Janeiro. Muitas mães largam seus filhos em suas pequenas cidades no Nordeste, para dar uma vida melhor para eles financeiramente, mas acabam não participando de sua criação. Muitas vezes como domésticas, elas são recebidas e tratadas de formas diferentes. Podemos encarar, como uma pessoa que vai fazer intercâmbio e tem famílias que acolhem você como filhos e outras apenas como hóspedes.
     A realidade desses subempregos no Brasil, a cada ano se torna mais comum, já que temos diversos problemas socioeconômicos, que não dão oportunidades às pessoas de baixa renda, fazendo com que certas escolhas sejam tomadas em prol do suprimento de necessidades.
   O longa é um pouco parado de início, mas vai se desenrolando e mostrando que tem muita lição e reflexão para nos transmitir. Atuações que surpreendem, e enredo muito bem trabalhado.

Data de lançamento: 28 de agosto de 2015 (EUA)
Elenco: Regina Casé, Michel Joelsas, Karine Teles, Camila Márdila, Lourenço Mutarelli.
Duração: 1h 54m

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ADALINE


   Adaline, 29 anos, logo de início parece ser uma mulher sofisticada, inteligente e com uma beleza deslumbrante, porém vive solitária. Ao decorrer da trama começamos a entender que ela não é uma mulher do nosso tempo, que ela conhece mais histórias do que imaginamos e que ela já visitou mais lugares, que muitas pessoas da idade dela conseguiriam estar em uma vida toda. 
  Adaline Marie Bowman, na realidade nasceu no primeiro dia do ano de 1908. Ela viveu todas as experiências da infância, da juventude e do início da vida adulta como qualquer pessoa de sua época. Namorou, casou, teve uma filha e construiu uma família. Até que em meados dos anos 30, ela sofreu um acidente de carro que sem explicação fez com que ela parasse de envelhecer por décadas. Após muito tempo vivendo com 29 anos de idade, Adaline teve muitos romances, mas que sempre que ficava sério, ela tinha de sumir. No seu aniversário e réveillon de 2015, um encontro inesperado com o carismático filantropo Ellis Jones parece acender novamente sua paixão pela vida e pelo amor. Finalmente, quando ela decide conhecer a família do rapaz, algo inesperado acontece e pode ameaçar o segredo que ela compartilha apenas com sua filha, hoje já bem mais velha que ela.  
   Na mesma linha do filme “ O Curioso caso de Benjamin Button”, a obra que mistura ficção, romance e drama faz você pensar sobre vários momentos da vida que não sabemos mais por onde seguir.  A atuação da jovem Blake Lively é encantadora e envolvente. Um enredo bem trabalhado e os cenários bem cotidianos dão a sensação de àquilo ser realmente possível. Em nenhum, momento, você vai se perguntar que absurdo é esse, e sim se entreter cada vez mais!

Produção: Sidney Kimmel, Gary Lucchesi, Tom Rosenberg
Direção: Lee Toland Krieger
Ano de Produção: 2015
Título Original: The Age Of Adaline
Elenco: Blake Lively, Harrison Ford, Michiel Huisman, Amanda Crew, Ellen Burstyn, Richard Harmon, Kathy Baker, Anjali Jay
Roteiro: J. Mills Goodloe, Salvador Paskowit

Produção Executiva: David Kern, Andre Lamal, Eric Reid, Jim Tauber

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

NOCAUTE

A história de Billy Hope, nos faz pensar que o amanhã pode não ser tão bom quanto o hoje, mas que precisamos estar preparados para qualquer situação.
      Billy cresceu em um orfanato e com muita garra conseguiu se tornar um profissional do Boxe que está entre os melhores do mundo. Sua vida é cheia de glamour, muitos carros, uma mansão e uma família que ele ama mais que tudo. Porém, ele se deixa levar pela raiva, arruma diversas brigas fora do ringue e uma delas resulta no assassinato de sua esposa. A partir daí muitas tragédias na sua vida pessoal afetam seu lado emocional e ele chega no fundo do poço.
     Sem rumo e sem nenhuma esperança de se recuperar dessa dor, ele começa a afundar cada vez mais, sua casa vai a leilão e sem grana nenhuma, ele ainda perde a guarda de sua filha. No desespero, ele conhece um professor e dono de uma academia de Boxe que começa a lhe passar lições de vida que ele jamais havia pensado.
     Uma atuação fora do comum de Jake Gyllenhaal, que mostra o potencial de um jovem que com certeza ainda tem um caminho brilhante nas telonas. A maquiagem feita no ator impressiona e seus trejeitos como um lutador traz uma realidade para a trama.


Um filme de ação, drama e acima de tudo de reflexão!

"Se Rocky revolucionou os filmes baseados em esporte, Nocaute chega para mostrar como fazer um filme ser próximo da realidade. As cenas de luta são perfeitas, e aqui vale destacar toda a transformação física de Jake Gyllenhaal. Bem coreografadas, as sequências em que Billy Hope está dentro do ringue impressionam. Você torce para o personagem como se aquilo que vemos fosse de verdade, tão emocionante quanto uma boa luta de boxe."
http://gq.globo.com/Cultura/Cinema/noticia/2015/09/nocaute-5-motivos-que-tornam-o-filme-um-dos-melhores-dramas-de-boxe.html 

Estreia: 10/09/2015
Título em Inglês: Southpaw
Gênero: Drama
Duração: 123 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Antoine Fuqua
Roteiro: Kurt Sutter
Distribuidor: Diamond Films do Brasil
Classificação: 16 anos

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

LUGARES ESCUROS

Em 1985, uma chacina acontece na cidade de Kansas. Libby, a única sobrevivente do homicídio, teve sua mãe e duas irmãs mortas. Seu irmão mais velho Ben é o principal culpado e está preso há 28 anos sem ter recorrido, uma vez sequer à sentença. Procurada por um grupo de pessoas que investigam assassinatos, Libby começa a desvendar coisas da época que nem imaginava e passa a desconfiar que Ben, não é de fato, o criminoso que ela construiu na sua mente.
Com um dom de trabalhar em cima de crimes que precisam ser de uma investigação mais minuciosa do que um simples assassinato, Gillian Flynn, que também escreveu “Garota Exemplar”, parece entrar na mente de psicopatas para criar histórias tão criativas. 
Além de contarmos mais uma vez, com a atuação incrível de Charlize Teron, em minha opinião, uma das atrizes mais competentes e versáteis dessa geração.
Com certeza, esse é um filme de suspense e drama que irá te deixar intrigado do inicio ao fim.  Para quem já teve a oportunidade de ler algo da autora, sabe exatamente o que estou falando, porém irá se surpreender com o desfecho desse roteiro muito bem trabalhado. 


Data de lançamento: 18 de junho de 2015 (Brasil)
Elenco: Charlize Teron, Chloë Grace Moretz, Tye Sheridan
Direção: Gilles Paquet-Brenner
Duração: 1h 53m
Adaptação de: Lugares Escuros

Música composta por: Gregory Tripi, Brian Transea

domingo, 6 de setembro de 2015

PRIMEIRA TEMPORADA DE NARCOS


Após ver os 10 episódios da primeira temporada da série “Narcos”, nada mais justo que dar o meu ponto de vista sobre a obra mais falada nesses últimos dias.  Logo de inicio, já percebemos que não houve economia em sua produção. Cenários exuberantes, aviões, reconstituição de crimes, guerras e atores competentes para dar vida aos personagens que fizeram parte da história, revelam uma produção de alto orçamento.
A série que conta a vida do mais poderoso traficante que já existiu, trouxe algumas inovações para a televisão, como a direção e atuação de dois nomes brasileiros na obra fictícia. Wagner Moura dá vida a Pablo Escobar  e José Padilha, como produtor executivo e diretor de alguns capítulos, mostra a competência em fazer algo de qualidade.
Muitas pessoas podem contestar a veracidade dos fatos, assim como eu. A trama foca bastante no relacionamento de Pablo com sua família, quando de fato a história é narrada pelo americano Steve Murphy, que fazia parte do DEA (Departamento de Justiça dos Estados Unidos dedicada à luta contra o tráfico de drogas.) na época, e foi encarregado de capturar Escobar. Ou seja, os fatos são contados em uma versão americana, como já afirmado por Padilha e não se baseia em relatos de quem viveu do lado do traficante. Isso, não impede que o telespectador se prenda até o fim de cada capítulo, sendo estimulado a ver o próximo. 
Sobre o ator Wagner Moura falar espanhol e ser criticado em várias redes sociais, sua defesa feita para o público é extremamente compreensível. ““É claro que o meu sotaque não é igual ao de um nativo”, afirmou Moura””. Como todo país Latino, cada cidade ou país possui um sotaque da sua região, imagino que só um ator nativo conseguiria melhor.
Você que espera muita ação, tiros, drogas, até pode ver isso, mas os diálogos são mais presentes do que qualquer outra coisa, o que faz cada explicação ter uma continuidade muito boa e um roteiro excelente. Com certeza, deveríamos esperar uma série assim de quem contribuiu para o bem de uma nação, mas ao assistir os primeiros episódios, já notamos o porquê de muitos Colombianos serem eternamente gratos à Escobar. Os últimos episódios trazem certa tensão e você acredita que o décimo episódio revelará tudo, porém a série continua em 2016. 
A série pode ser vista gratuitamente pelo Netflix e teve sua estreia no dia 28 de agosto de 2015.

Criado por Chris Brancato, Eric Newman (2015)
Elenco: Wagner Moura, Pedro Pascal, Boyd Holbrook , Juan Pablo Haba, André Mattos                                                                              
País: EUA
Gênero: Drama, Policial, Suspense
Duração: Episódios de 52 minutos                                                                   
Produção Executiva: José Padilha

SUPREMA

Olá Pessoal! Não sou aquelas feministas extremas, que vão ás ruas lutarem por tudo que nos é de direito, mas tenho fortes convicções sobre...