segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS


Spotlight, para quem não conhece, é um departamento que existe dentro do Jornal “Boston Globe”, destinado a reportagens investigativas. Até então, casos pequenos, como poluição de água, coisas da região eram investigadas. Em 2001, um novo diretor vindo do New York Times, chega no Jornal e quer publicar algo que que possa vender mais exemplares, e também mexa com que sociedade.
O Departamento, então comandado por Robby, começa a procurar por um caso de pedofilia que tinha sido divulgado há 3 anos e descobre que esse é apenas um indício de um crime muito maior. Reunindo diversos documentos, eles vão notando que durante anos, líderes religiosos ocultaram casos transferindo padres da região, sem nenhuma punição.
O longa tem um enredo muito bem desenvolvido, baseado em uma história real. Logo, um dos motivos que causa mais polêmica, por mais que muitos já saibam desses crimes, a trama provoca uma grande indignação ao telespectador, mesmo porque Boston foi apenas o ápice para que muitas regiões começassem a investigar a fundo casos como esse.
As atuações são boas, principalmente de Michael Keaton que estava há um tempinho afastado das telonas e a de Mark Ruffalo que demonstra um cara inquieto e impulsivo durante a investigação. Rachel McAdams faz o de sempre, mostra ser uma atriz versátil, fazendo bem, drama, suspense e romance, sem deixar nunca a desejar. Soptlight é um forte concorrente ao Oscar de 2016, porém acredito ainda não ser o favorito da Academia.  

Gênero: Suspense
Direção: Thomas McCarthy
Roteiro: Josh Singer, Thomas McCarthy
Elenco: Billy Crudup, Brian Chamberlain, Brian d'Arcy James, Doug Murray, Duane Murray, Elena Wohl, Gene Amoroso, Jamey Sheridan, John Slattery, Liev Schreiber, Mark Ruffalo, Michael Cyril Creighton, Michael Keaton, Neal Huff, Paul Guilfoyle, Rachel McAdams, Robert B. Kennedy, Sharon McFarlane, Stanley Tucci
Produção: Blye Pagon Faust, Michael Sugar, Nicole Rocklin, Steve Golin
Fotografia: Masanobu Takayanagi
Montador: Tom McArdle
Trilha Sonora: Howard Shore
Duração: 128 min.
Ano: 2015
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 07/01/2016 (Brasil)
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Anonymous Content / Participant Media / Rocklin / Faust
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

OS HOMENS SÃO DE MARTE E É PRA LÁ QUE EU VOU - 2 TEMPORADA

     

      Bom, sei que este Blog é voltado para filmes em geral, mas sempre que tenho a oportunidade de escrever sobre alguma série, também acho muito legal compartilhar com vocês.
      Nesse fim de ano, nos dias chuvosos da praia, resolvi assistir a segunda temporada de “Os homens são de Marte e é para lá que eu vou”. Para quem viu o filme, ou acompanhou a primeira temporada, sabe que a personagem principal, Fernanda, interpretada pela linda Monica Martelli tenta sempre entender os homens e com uma imaginação fértil, ela vai criando várias ideias de um homem ideal.
     Depois de muitos encontros frustrados, agora ela está casada e com uma filha superesperta e divertida, a Nina. Seu marido, Miguel, é um homem formado em Filosofia que dá aulas e pretende fazer um doutorado, ou seja, tem um perfil completamente diferente de Fernanda. Logo, vemos muitas brigas e reconciliações, mas o mais legal da série é mostrar como a Mulher de hoje, independe e cheia de sonhos, pode conciliar o casamento, amigos e o trabalho sem perder o bom humor e a vontade de querer realizar tudo.
     O divertimento é garantido, os personagens continuam engraçados, com piadas inteligentes e uma forma simples, com diálogos claros e coloquiais, de transmitir que a vida pode ser mais leve, basta a gente querer. Apesar, de parecer um programa fútil, na verdade, ele vem para trazer reflexões sobre dúvidas que a maioria das mulheres e até homens tem e não sabem como lidar.

O site da série é bem legal e vale a pena ser visitado - http://gnt.globo.com/series/os-homens-sao-de-marte-e-e-pra-la-que-eu-vou/sobre.html


Eu vi a série no NOW que disponibiliza gratuitamente, mas você pode também ver na í´ntegra pelo site!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

LILA & EVE

     Eu não sou mãe, mas só pelo fato de sonhar em ser, eu sei que o filho é o bem mais precioso que uma mãe pode ter. Agora, imagine seu filho assassinado e a polícia nem aí para o caso. Comum ouvir histórias como essa no mundo inteiro, principalmente em periferias.
    O Filme “Lila and Eve”, trata exatamente disso. Lila, uma mulher com dois filhos, mora em um bairro de negros nos EUA e um dia seu filho Stephon é assassinado sem nenhum motivo, só estava no lugar errado e na hora errada. Como há muitas gangues na região, a polícia até investiga o caso, mas não se empenha nenhum pouco em fazer justiça, já que muitas mortes acontecem todos os dias nas ruas. 
    Lila, então começa a frequentar um grupo para mães que perderam seus filhos e precisam de ajuda psicológica para se recuperarem. Durante as sessões, ela conhece, Eve, uma mulher que também perdeu sua filha em um homicídio e a convence de fazer justiça com as próprias mãos.

    Como sempre uma atuação impecável de Viola Davis, que sabe muito bem como dramatizar uma personagem sem deixar de passar uma imagem forte da Mulher. O longa não tem muitos recursos, mas é uma boa pedida para se entender como a justiça age em certos casos e como as famílias são tratadas quando se mora na periferia nos EUA, ou em qualquer lugar do mundo. 

Data de lançamento: 30 de janeiro de 2015 (mundial)
Direção: Charles Stone III
Duração: 1h 34m
Elenco: Jennifer Lopez, Viola Davis, Aml Ameen



A QUE HORAS ELA VOLTA




   Hoje, estava vendo o comercial da Globo, sobre a estreia do filme “A que horas ela Volta” no canal aberto. Confesso, que demorei um pouco para assistir, mas não por falta de vontade, mas porque infelizmente, apesar do filme ter ganho diversos prêmios internacionais, poucas salas de cinema (pelo menos em São Paulo) estavam com o longa em cartaz.
   Nesse fim de ano, aproveitei para colocar alguns filmes da minha lista de desejo em dia e já esperava um filme muito bom, depois de ler diversas críticas e ainda acho que o longa nacional poderia ir ao Oscar de 2016.
     Regina Casé vive uma mulher de fibra que vem do Nordeste para São Paulo, como todos retirantes nordestinos, para tentar uma vida melhor, ou simplesmente para enviar dinheiro para sua família que vive em condições precárias. Na pele de Val, ela trabalha como doméstica em uma casa de uma família de classe média alta no bairro do Morumbi, e por mais de dez anos ela manda dinheiro para sua terra natal e sustenta sua filha, sem participar da sua criação. Após esse longo período, sua filha Jéssica, decide visitar sua mãe e prestar vestibular para Arquitetura.
    Val vive nos quartinhos dos fundos da casa, mas é tratada pelo adolescente, Fabinho, como uma mãe, pois depois de tanto tempo, ele mostra ter passado mais tempo com ela, do que com sua mãe biológica. Quando sua filha chega na casa, tudo começa a mudar e ela começa a notar que apesar de tudo, todos a tratam apenas com uma empregada.
     Essa situação é muito comum na capital paulistana e até no Rio de Janeiro. Muitas mães largam seus filhos em suas pequenas cidades no Nordeste, para dar uma vida melhor para eles financeiramente, mas acabam não participando de sua criação. Muitas vezes como domésticas, elas são recebidas e tratadas de formas diferentes. Podemos encarar, como uma pessoa que vai fazer intercâmbio e tem famílias que acolhem você como filhos e outras apenas como hóspedes.
     A realidade desses subempregos no Brasil, a cada ano se torna mais comum, já que temos diversos problemas socioeconômicos, que não dão oportunidades às pessoas de baixa renda, fazendo com que certas escolhas sejam tomadas em prol do suprimento de necessidades.
   O longa é um pouco parado de início, mas vai se desenrolando e mostrando que tem muita lição e reflexão para nos transmitir. Atuações que surpreendem, e enredo muito bem trabalhado.

Data de lançamento: 28 de agosto de 2015 (EUA)
Elenco: Regina Casé, Michel Joelsas, Karine Teles, Camila Márdila, Lourenço Mutarelli.
Duração: 1h 54m

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ADALINE


   Adaline, 29 anos, logo de início parece ser uma mulher sofisticada, inteligente e com uma beleza deslumbrante, porém vive solitária. Ao decorrer da trama começamos a entender que ela não é uma mulher do nosso tempo, que ela conhece mais histórias do que imaginamos e que ela já visitou mais lugares, que muitas pessoas da idade dela conseguiriam estar em uma vida toda. 
  Adaline Marie Bowman, na realidade nasceu no primeiro dia do ano de 1908. Ela viveu todas as experiências da infância, da juventude e do início da vida adulta como qualquer pessoa de sua época. Namorou, casou, teve uma filha e construiu uma família. Até que em meados dos anos 30, ela sofreu um acidente de carro que sem explicação fez com que ela parasse de envelhecer por décadas. Após muito tempo vivendo com 29 anos de idade, Adaline teve muitos romances, mas que sempre que ficava sério, ela tinha de sumir. No seu aniversário e réveillon de 2015, um encontro inesperado com o carismático filantropo Ellis Jones parece acender novamente sua paixão pela vida e pelo amor. Finalmente, quando ela decide conhecer a família do rapaz, algo inesperado acontece e pode ameaçar o segredo que ela compartilha apenas com sua filha, hoje já bem mais velha que ela.  
   Na mesma linha do filme “ O Curioso caso de Benjamin Button”, a obra que mistura ficção, romance e drama faz você pensar sobre vários momentos da vida que não sabemos mais por onde seguir.  A atuação da jovem Blake Lively é encantadora e envolvente. Um enredo bem trabalhado e os cenários bem cotidianos dão a sensação de àquilo ser realmente possível. Em nenhum, momento, você vai se perguntar que absurdo é esse, e sim se entreter cada vez mais!

Produção: Sidney Kimmel, Gary Lucchesi, Tom Rosenberg
Direção: Lee Toland Krieger
Ano de Produção: 2015
Título Original: The Age Of Adaline
Elenco: Blake Lively, Harrison Ford, Michiel Huisman, Amanda Crew, Ellen Burstyn, Richard Harmon, Kathy Baker, Anjali Jay
Roteiro: J. Mills Goodloe, Salvador Paskowit

Produção Executiva: David Kern, Andre Lamal, Eric Reid, Jim Tauber

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

NOCAUTE

A história de Billy Hope, nos faz pensar que o amanhã pode não ser tão bom quanto o hoje, mas que precisamos estar preparados para qualquer situação.
      Billy cresceu em um orfanato e com muita garra conseguiu se tornar um profissional do Boxe que está entre os melhores do mundo. Sua vida é cheia de glamour, muitos carros, uma mansão e uma família que ele ama mais que tudo. Porém, ele se deixa levar pela raiva, arruma diversas brigas fora do ringue e uma delas resulta no assassinato de sua esposa. A partir daí muitas tragédias na sua vida pessoal afetam seu lado emocional e ele chega no fundo do poço.
     Sem rumo e sem nenhuma esperança de se recuperar dessa dor, ele começa a afundar cada vez mais, sua casa vai a leilão e sem grana nenhuma, ele ainda perde a guarda de sua filha. No desespero, ele conhece um professor e dono de uma academia de Boxe que começa a lhe passar lições de vida que ele jamais havia pensado.
     Uma atuação fora do comum de Jake Gyllenhaal, que mostra o potencial de um jovem que com certeza ainda tem um caminho brilhante nas telonas. A maquiagem feita no ator impressiona e seus trejeitos como um lutador traz uma realidade para a trama.


Um filme de ação, drama e acima de tudo de reflexão!

"Se Rocky revolucionou os filmes baseados em esporte, Nocaute chega para mostrar como fazer um filme ser próximo da realidade. As cenas de luta são perfeitas, e aqui vale destacar toda a transformação física de Jake Gyllenhaal. Bem coreografadas, as sequências em que Billy Hope está dentro do ringue impressionam. Você torce para o personagem como se aquilo que vemos fosse de verdade, tão emocionante quanto uma boa luta de boxe."
http://gq.globo.com/Cultura/Cinema/noticia/2015/09/nocaute-5-motivos-que-tornam-o-filme-um-dos-melhores-dramas-de-boxe.html 

Estreia: 10/09/2015
Título em Inglês: Southpaw
Gênero: Drama
Duração: 123 min.
Origem: Estados Unidos
Direção: Antoine Fuqua
Roteiro: Kurt Sutter
Distribuidor: Diamond Films do Brasil
Classificação: 16 anos

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

LUGARES ESCUROS

Em 1985, uma chacina acontece na cidade de Kansas. Libby, a única sobrevivente do homicídio, teve sua mãe e duas irmãs mortas. Seu irmão mais velho Ben é o principal culpado e está preso há 28 anos sem ter recorrido, uma vez sequer à sentença. Procurada por um grupo de pessoas que investigam assassinatos, Libby começa a desvendar coisas da época que nem imaginava e passa a desconfiar que Ben, não é de fato, o criminoso que ela construiu na sua mente.
Com um dom de trabalhar em cima de crimes que precisam ser de uma investigação mais minuciosa do que um simples assassinato, Gillian Flynn, que também escreveu “Garota Exemplar”, parece entrar na mente de psicopatas para criar histórias tão criativas. 
Além de contarmos mais uma vez, com a atuação incrível de Charlize Teron, em minha opinião, uma das atrizes mais competentes e versáteis dessa geração.
Com certeza, esse é um filme de suspense e drama que irá te deixar intrigado do inicio ao fim.  Para quem já teve a oportunidade de ler algo da autora, sabe exatamente o que estou falando, porém irá se surpreender com o desfecho desse roteiro muito bem trabalhado. 


Data de lançamento: 18 de junho de 2015 (Brasil)
Elenco: Charlize Teron, Chloë Grace Moretz, Tye Sheridan
Direção: Gilles Paquet-Brenner
Duração: 1h 53m
Adaptação de: Lugares Escuros

Música composta por: Gregory Tripi, Brian Transea

SUPREMA

Olá Pessoal! Não sou aquelas feministas extremas, que vão ás ruas lutarem por tudo que nos é de direito, mas tenho fortes convicções sobre...