sábado, 4 de junho de 2016

AMOR POR DIREITO



     Sabe aquele dia, que você simplesmente escolhe um filme aleatório para assistir, achando que é um simples romance para passar umas horinhas? Pois é, hoje fiz isso e fui surpreendida com uma lição de vida e igualdade em meio a tanta coisa injusta que vemos por aí.


    Juliane Moore, interpreta Laurel Hester, uma detetive muito dedicada e comprometida com o seu trabalho. O que ela esconde de todos do seu departamento do condado de New Jersey, EUA, é que ela é lésbica. Para uma policial, no ano de 2002, quando acontece a história, isso seria motivo de afastamento por preconceito.
Laurel, então começa a entender que precisa viver como ela bem entende, e conhece Stacie, uma jovem garota que se apaixona por ela e mostra que a vida pode ser mais simples do cumprir regras. As duas então vivem uma linda história juntas, até que a detetive descobre que está com cân­cer. Mesmo não sabendo se irá morrer ou não, ela começa a lutar para que se algo lhe aconteça, toda sua pensão seja entregue a Stacie. Porém, por lei a pensão de funcionários públicos daquela época só permitiria isso, se elas fossem casadas.
      A atuação de ambas, é digna de ser assistida! Tudo transparece de uma forma comovente e nos leva a entender que todos somos diferentes, mas que merecemos direitos iguais. Negro, branco, hétero, gay, todos pagam suas contas em dia e merecem justiça. Bom filme, para refletirmos e entendermos que o amor pode estar presente em diversas formas e o respeito deve existir. Como a história é real, vale ressaltar que com certeza, isso foi compreendido por vários de seus parceiros na polícia, que antes nem sequer aceitavam que a bela policial gostasse de mulheres.
      Mais que uma lição de vida, a história de Hester foi real e mudou a visão e a forma de políticos lidarem com casos assim. Hoje, podemos dizer que foi essa atitude que encorajou muitos casais a assumirem o gosto por pessoas do mesmo sexo, sem medo de pré-julgamentos.

      Um cinebiografia que vale a pena ser vista por todos os sexos!



Título Original - Freeheld
Data de lançamento 21 de abril de 2016 (1h 44min)
Direção: Peter Sollett
Gêneros Drama, Romance
Nacionalidade Eua



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PEGANDO FOGO

      Adam Jones é um chef de cozinha espetacular, porém após um envolvimento com drogas e álcool, ele ficou afastado de fazer o que mais gosta: cozinhar. Formado em Paris, ele vive em Londres e planeja voltar à ativa, agora que está “limpo”, em busca das três estrelas do guia Michelin (o mais renomado guia de restaurantes da Europa).
    Para montar sua cozinha, ele tem de ir atrás de seus velhos amigos, que não confiam mais nele, depois de muitas confusões do passado. Ao voltar, para dentro da cozinha, Adam começa a perder a cabeça e ser um cara rude e grosso com todos seus funcionários.
    O filme tem uma lição bonita de como se reerguer depois de ter um vício e como aprender a lidar com as pessoas como se elas fossem peças chaves da sua vida. Muitas vezes quem conhece o seriado "Hells Kitchen" irá lembrar de Gordon Ramsey. 



     A Atuação de Bradley Cooper é surpreendente, pois conseguimos ver a sua versatilidade em encarar papéis diferentes; o carinha de comédias românticas que pode mostrar muito mais que um rostinho bonito em “O lado bom da vida”, e que mostrou que poderia ser digno de uma estatueta o ano passado pelo longa “Sniper Americano”.

Gênero: Comédia Dramática
Direção: John Wells
Roteiro: Steven Knight
Elenco: Alicia Vikander, Bo Bene, Bradley Cooper, Chelsea Li, Daniel Brühl, Elisa Lasowski, Emma Thompson, Giedre Bond, Henry Goodman, John MacDonald, Julian Firth, Lexie Benbow-Hart, Lily James, Matthew Rhys, Omar Sy, Riccardo Scamarcio, Richard Cunningham, Richard Rankin, Sam Keeley, Sarah Greene, Sienna Miller, Stephen Campbell Moore, Uma Thurman
Produção: Erwin Stoff, Michael Shamberg, Stacey Sher
Fotografia: Adriano Goldman
Duração: 101 min.
Ano: 2015
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 10/12/2015 (Brasil)
Distribuidora: Paris Filmes

Classificação: 12 anos

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

45 ANOS


    Indicada ao OSCAR de Melhor Atriz, Charlotte Rampling interpreta Kate. Uma senhora de 70 e poucos anos que está na semana de aniversário de 45 anos de casada e armando uma grande festa.
     No começo dessa semana, o marido de Kate, Geoff (Tom Courtenay), recebe uma carta que remete a uma paixão de sua juventude.
    Durante a semana, um ciúme do passado de seu marido, a rotina de um casal de terceira idade, aa cumplicidade, sexo e desconfiança são mostrados de uma forma singela com o cenário do interior britânico, com uma atmosfera bem europeia (típico de filme de arte da TV Cultura), o filme não deixa de ser uma pequena pérola.

     Sobre a indicação ao OSCAR, a atriz britânica é a menos cotada ao prêmio, mas conseguiu um feito já que a Academia ignorou o trabalho de Charlize Theron por Mad Max, porém não deixa de ser uma atuação segura e surpreendente, sem exageros, de uma atriz madura em um filme sobre os altos e baixos que o duradouro tempo de casado proporciona a um e a vários casais e seu cotidiano.

Gênero: Drama
Direção: Andrew Haigh
Roteiro: Andrew Haigh
Elenco: Camille Ucan, Charlotte Rampling, David Sibley, Dolly Wells, Geraldine James, Hannah Chalmers, Kevin Matadeen, Max Rudd, Michelle Finch, Richard Cunningham, Sam Alexander, Tom Courtenay
Produção: Tristan Goligher
Fotografia: Lol Crawley
Montador: Jonathan Alberts
Duração: 93 min.
Ano: 2014
País: Reino Unido
Cor: Colorido
Estreia: 29/10/2015 (Brasil)
Distribuidora: Imovision
Estúdio: The Bureau
Classificação: 12 anos

Por Rafael Lima

sábado, 30 de janeiro de 2016

JOY: O NOME DO SUCESSO



         David O. Russel volta com a nova queridinha de Hollywood e indicada ao OSCAR de melhor atriz, Jennifer Lawrence, em seu terceiro trabalho juntos.
      Jennifer dá vida à personagem principal, que é o nome do filme. Uma mulher de 26, 27 anos, com 2 filhos pequenos, um ex-marido venezuelano que mora no porão de sua casa, a mãe que não sai do quarto para não perder nada de sua novela (Virginia Madsen), o pai (Robert Deniro) que volta pra casa depois do terceiro divórcio e a avó que é a narradora da estória.
      Joy é uma inventora que não fez faculdade e vive de alguns trabalhos como contadora com o pai enquanto não tem sucesso em suas empreitadas.
      Cheia de cuidar apenas da família que não a ajuda em tarefas simples, ela vai à busca de um objetivo ao inventar um novo utensílio doméstico que acha que lhe dará retorno e será revolucionário. Ideia vinda de uma situação que acontece com a namorada nova de seu pai, uma descendente de italianos que herdara do antigo marido uma fortuna e que pode ajudar Joy a investir no projeto.
     Bradley Cooper aparece no decorrer do filme em seu quarto trabalho nos cinemas com Jennifer. Ele faz o representante de um canal de vendas.
     O filme trata de relações familiares, famílias modernas, interesses comerciais, patentes, valentia feminina e insistência de realizações de sonho e sucesso, apesar de percalços, falta de dinheiro e apoio.
      Não é o melhor roteiro de David O. Russel, que brilhou em, “O Vencedor”,  “O Lado bom da Vida” e “A Trapaça”, mas vale a pena assistir. Tem um “que” de inspiração.


Gênero: Drama
Direção: David O. Russell
Roteiro: Annie Mumolo, David O. Russell
Elenco: Allie Marshall, Bradley Cooper, Chaunty Spillane, 
Dascha Polanco, Drena De Niro, Édgar Ramírez,
Erica McDermott, Isabella Crovetti-Cramp, Isabella Rossellini, 
Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Virginia Madsen
Produção: John Davis, John Fox, Jonathan Gordon, Ken Mok, Megan Ellison
Fotografia: Linus Sandgren
Montador: Alan Baumgarten, Jay Cassidy, Tom Cross
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 124 min.
Ano: 2015
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 21/01/2016 (Brasil)
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Annapurna Pictures / Davis Entertainment

Classificação: 10 anos

Por Rafael Lima



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O REGRESSO

    
     O diretor mexicano Alejandro González Iñárritu mostrou em seus trabalhos anteriores, como “21 Gramas”, “Babel” e o premiado com Globo de Ouro e Oscar de 2015 “Birdman”, volta há exato um ano depois com seu mais ambicioso e melhor trabalho no Western histórico “O Regresso”.
    O filme trata da história de uma lenda americana, Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), um desbravador norte-americano do começo do século XIX que, em uma de suas expedições mais ousadas pelo Rio Missouri e as terras geladas da região, é atacado por um Urso (uma das cenas que tem tudo para ser lembradas daqui anos por todos que virem o filme) e logo após disso é levado, ainda com vida pelos membros da expedição para que tentassem a sua recuperação, apesar do estado crítico em que se encontrava.
Porém dois dos responsáveis por ficar e cuidar de Glass, John Fitzgerald ( Tom Hardy) e Bridger (Will Pouter), o deixam para trás ainda com vida e com um ódio por um fato que deixaremos para que vocês vejam no filme.
      A partir daí começa uma batalha pela sobrevivência e pela sede de vingança por parte de Glass para voltar ao Quartel General e acertar as contas com Fitzgerald.
   O filme é plasticamente belíssimo, com paisagens de tirar o fôlego, magistralmente dirigido, uma trilha sonora fantástica e sim, a melhor atuação de DiCaprio em sua carreira que já conta com ótimos trabalhos. Dessa vez, se não vier o OSCAR já merecido por “Gangues de NY” ou “O Lobo de Wall Street”, será uma grande surpresa por parte da academia. Já o diretor pode ser o segundo na história a ganhar o OSCAR de diretor e filme em anos consecutivos e merecidamente.

Ano:(2015)
Título Original:The Revenant
País: Estados Unidos
Classificação: 14 anos
Estréia: 04 de fevereiro de 2016
Duração: 156 min


Por Rafael Lima 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

STEVE JOBS


A nova versão para a história de Steve Jobs, o visionário CEO da Apple, falecido em outubro de 2011, tem uma leitura digna da personalidade do retratado.                       
O filme, diferentemente do fracassado “Jobs”, conta apenas 3 passagens da vida do “revolucionário da informática”. O lançamento do Macintosh em 1984, sua tentativa de abertura de empresa e inovação em 1988 e seu retorno à Apple em 1998 com o lançamento do iMac.
Apesar de parecer pouca coisa, o diretor Danny Byle (Quem quer ser um milionário) e o roteirista Aaron Sarkins (ganhador do globo de ouro desse ano), tornam o filme com momentos de tensão, explicando a biografia e os conflitos internos e externos do personagem vivido com classe por Michael Fassbender, não se apegando à aparência, (pois lembra mais o Kevin Kline que o próprio Steve), mas sim ao talento do competente ator alemão.
Kate Winslet tem uma atuação fantástica que merecia um OSCAR de atriz coadjuvante, na pele da assistente leal e marketing designer do personagem central. Além disso, Jeff Daniels e até (pasmem) Seth Rogen, tem atuações dramáticas seguras e convincentes.


Com uma ótima recriação da época, sendo que a imagem do filme vai melhorando de acordo com o andar da projeção, “Steve Jobs”      é, com certeza a homenagem que faltava à essa personalidade que entrou no século XXI devastando o mercado da inovação e sendo devastado por críticos e pelas pessoas que o cercavam, até pelo seu comportamento metódico e às vezes mesquinho de perfeccionistas.


Vale a pena conferir.  

Gênero: biografia
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Aaron Sorkin
Elenco: Adam Shapiro, Alice Aoki, Jackie Dallas, Jeff Daniels, John Ortiz, Kate Winslet, Katherine Waterston, Makenzie Moss, Michael Fassbender, Michael Stuhlbarg, Perla Haney-Jardine, Ripley Sobo, Sarah Snook, Seth Rogen, Vanessa Ross
Produção: Christian Colson, Danny Boyle, Guymon Casady, Mark Gordon, Scott Rudin
Fotografia: Alwin H. Kuchler
Montador: Elliot Graham
Trilha Sonora: Daniel Pemberton
Duração: 123 min.
Ano: 2015
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 14/01/2016 (Brasil)
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Cloud Eight Films / Decibel Films / Legendary Pictures / Scott Rudin Productions / The Mark Gordon Company / Universal Pictures
Classificação: 10 anos

Resenha feita por Rafael Lima 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS


Spotlight, para quem não conhece, é um departamento que existe dentro do Jornal “Boston Globe”, destinado a reportagens investigativas. Até então, casos pequenos, como poluição de água, coisas da região eram investigadas. Em 2001, um novo diretor vindo do New York Times, chega no Jornal e quer publicar algo que que possa vender mais exemplares, e também mexa com que sociedade.
O Departamento, então comandado por Robby, começa a procurar por um caso de pedofilia que tinha sido divulgado há 3 anos e descobre que esse é apenas um indício de um crime muito maior. Reunindo diversos documentos, eles vão notando que durante anos, líderes religiosos ocultaram casos transferindo padres da região, sem nenhuma punição.
O longa tem um enredo muito bem desenvolvido, baseado em uma história real. Logo, um dos motivos que causa mais polêmica, por mais que muitos já saibam desses crimes, a trama provoca uma grande indignação ao telespectador, mesmo porque Boston foi apenas o ápice para que muitas regiões começassem a investigar a fundo casos como esse.
As atuações são boas, principalmente de Michael Keaton que estava há um tempinho afastado das telonas e a de Mark Ruffalo que demonstra um cara inquieto e impulsivo durante a investigação. Rachel McAdams faz o de sempre, mostra ser uma atriz versátil, fazendo bem, drama, suspense e romance, sem deixar nunca a desejar. Soptlight é um forte concorrente ao Oscar de 2016, porém acredito ainda não ser o favorito da Academia.  

Gênero: Suspense
Direção: Thomas McCarthy
Roteiro: Josh Singer, Thomas McCarthy
Elenco: Billy Crudup, Brian Chamberlain, Brian d'Arcy James, Doug Murray, Duane Murray, Elena Wohl, Gene Amoroso, Jamey Sheridan, John Slattery, Liev Schreiber, Mark Ruffalo, Michael Cyril Creighton, Michael Keaton, Neal Huff, Paul Guilfoyle, Rachel McAdams, Robert B. Kennedy, Sharon McFarlane, Stanley Tucci
Produção: Blye Pagon Faust, Michael Sugar, Nicole Rocklin, Steve Golin
Fotografia: Masanobu Takayanagi
Montador: Tom McArdle
Trilha Sonora: Howard Shore
Duração: 128 min.
Ano: 2015
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 07/01/2016 (Brasil)
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Anonymous Content / Participant Media / Rocklin / Faust
Classificação: 12 anos

SUPREMA

Olá Pessoal! Não sou aquelas feministas extremas, que vão ás ruas lutarem por tudo que nos é de direito, mas tenho fortes convicções sobre...